Em 3 de setembro de 2026, a Anthropic confirmou que hackers roubaram sessões do Claude de usuários cujos dispositivos estavam infectados com malware infostealer. O ataque não comprometeu os servidores da empresa — o vetor foram os próprios computadores e celulares das vítimas. Esses programas capturam cookies de autenticação e tokens de sessão diretamente no navegador, permitindo que invasores acessem contas ativas sem precisar de senha.

Com as sessões roubadas, os atacantes consumiram créditos de uso, acessaram histórico de conversas e realizaram cobranças não autorizadas em cartões de crédito salvos nas contas. A Anthropic identificou e bloqueou as contas afetadas de forma proativa.

As seis famílias de malware que causaram as sessões roubadas

A Anthropic identificou seis famílias de infostealer responsáveis pelos comprometimentos:

  • Windows: Vidar, Lumma, StealC, RedLine e Acreed
  • macOS: Atomic Stealer (AMOS)

Esses programas chegam ao dispositivo disfarçados de software legítimo — cracks de aplicativos, extensões de navegador falsas ou arquivos compartilhados em grupos do Telegram. Uma vez instalados, agem silenciosamente, coletando tudo que encontram no navegador. Segundo a Kaspersky, mais de 10 milhões de dispositivos foram comprometidos por infostealers em 2024, e o número de ataques cresceu mais de 300% entre 2022 e 2024. O Brasil está entre os dez países mais afetados globalmente.

Como a Anthropic respondeu e o que fazer na sua empresa

A empresa tomou três medidas imediatas após identificar as contas afetadas:

  1. Forçou o logout de todas as sessões ativas vinculadas às contas comprometidas
  2. Removeu cartões de pagamento salvos para impedir novas cobranças fraudulentas
  3. Reembolsou cobranças adicionais geradas pelos atacantes durante o período de acesso indevido

Mas o ponto crítico é este: hackers roubaram sessões do Claude usando o dispositivo da vítima como porta de entrada. Encerrar a sessão ou trocar a senha não resolve enquanto o malware permanecer ativo no computador — ele pode capturar as novas credenciais imediatamente.

Por que isso importa para o seu negócio

Se a sua equipe usa o Claude para tarefas corporativas — redação, análise de dados, atendimento, automações — um infostealer no notebook de qualquer colaborador pode expor conversas confidenciais, dados de clientes e informações estratégicas da empresa.

Medidas imediatas recomendadas:

  • Verificar todos os dispositivos corporativos com antivírus e EDR atualizados
  • Não salvar cartões de crédito em plataformas de IA sem necessidade real
  • Ativar autenticação multifator (MFA) em todas as contas de IA da equipe
  • Restringir o acesso ao Claude a dispositivos gerenciados pela empresa
  • Revogar periodicamente sessões desconhecidas nas configurações de segurança da conta

O incidente reforça um ponto que muitas empresas ainda ignoram: plataformas de IA já são infraestrutura crítica. Hackers roubaram sessões do Claude porque sabem disso. Segurança de IA começa no dispositivo do usuário, não apenas nas políticas da plataforma fornecedora.


Conteúdo reescrito e traduzido para PT pela redação luiscortex, revisado por humano.

Fonte: Olhar Digital